Blusas

Top vintage

Top vintage
Top vintage - detalhe gola
Top vintage - detalhe cintura

“Vintage”! O que designa este termo no mundo da moda? Designa a tendência que se inspira no vestuário das décadas de trinta a setenta. A palavra “vintage” refere-se quer a uma peça de roupa antiga, original e de um criador, quer a uma peça atual, porém concebida por imitação fiel de um modelo assinado e em voga naqueles anos. O top que aqui se propõe inspira-se nos bonitos vestidos longos dos anos setenta com cava à americana. Não é, porém, uma peça “vintage”, pois não reproduz nenhuma criação original de algum estilista.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 écharpe

Linha da mesma cor

Execução:

1. Dobrar a écharpe ao meio. Marcar as cavas e os decotes com giz. A cava da frente é mais profunda, o decote de trás é mais alto.

2. Orlar os decotes e as cavas. Coser a bainha das cavas a 1 cm e a bainha dos decotes a 2,5 cm.

3. Unir os laterais do top com alfinetes e coser.

4. Cortar uma tira de tecido com 4 cm por 80 cm. Coser lateralmente e virá-la para o lado direito. Rematar as pontas. Com o auxílio de um alfinete-de-ama, introduzir a tira nos decotes. Terminar com um laço decorativo à frente.


Top com botões

Top com botões - frente
Top com botões - detalhe de botões
Top com botões - detalhe

Não se sabe a origem dos botões. A humanidade parece ter vivido sem eles durante séculos. Nós, alfinetes ou a simples sobreposição de panos bastou, por largo tempo, para prender o vestuário e o moldar ao corpo. Os gregos usaram pregadeiras e os romanos recorreram a agulhas. Só no século XII apareceram os botões, cumprindo sobretudo uma função de adorno. Eram caros porque feitos de materiais valiosos: esmalte, ouro ou pedras preciosas. Por volta de quatrocentos, o botão passou a ter um uso mais frequente, tanto na roupa como no calçado. No século XVIII, o fabrico de botões massificou-se. Hoje já não os dispensamos, conferindo-lhes tanto um uso prático como decorativo. É o caso da proposta de hoje.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 saia em jersey

4 botões

Execução:

1. Sobreponha e prenda com alfinetes as costuras laterais da saia. Com giz apropriado, desenhe os decotes e as cavas. Corte a 1 cm para valor de costura.

2. Cosa os ombros pelo avesso e orle. Orle também os decotes e as cavas.

3. Nos decotes e nas cavas, faça uma bainha de 1cm e cosa à máquina.

4. Por fim, pregue os botões à frente, acautelando a mesma distância entre eles.


Blusa bicolor

Blusa bicolor
Blusa bicolor - detalhe da junção
Blusa bicolor - detalhe costas

O cetim é um tecido brilhante e macio, obtido a partir de seda, algodão ou lã. O seu nome provém da palavra árabe Zaytún, nome árabe para a cidade chinesa Tseu-Thoung, local originário do fabrico do tecido. Chega ao dicionário português mediado pelo francês “satin”. O percurso geográfico do termo e a sua transformação são, sem dúvida, reflexo das antigas rotas comerciais. Nesta proposta apenas a fita é em cetim.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 blusa estampada

1 blusa lisa

70 cm de fita de cetim

Execução:

1. Corte o fundo de ambas as blusas em forma de triângulo, do mesmo tamanho.

2. Una o triângulo liso à blusa estampada. Prenda com alfinetes, cosa à máquina e orle.

3. Com o ferro de engomar, assente a costura interior para baixo.

4. No direito da blusa, sobreponha a fita de cetim à costura de ligação. Cosa pelas duas extremidades da fita.


Crop Top

Blusa crop top - corpo inteiro
Blusa crop top - detalhe atilho
Blusa crop top - costas

Crop top (ou cropped top) é um top curto que expõe a cintura e/ou o umbigo. Uma variante do crop top é a camisa com as extremidades frontais amarradas, formando um nó elevado. Mas o crop top também pode ser uma t-shirt, uma blusa, um colete, um pullover ou um casaco, desde que sejam curtos. Nos anos 90, a prática da aeróbica, filmes como Flashdance ou cantoras como Madona promoveram a moda dos tops encurtados. Para um resultado mais elegante, o crop top pode ser combinado com calças ou saia de cós alto. Também pode ser usado por cima de um top de renda. A nossa proposta, recorrendo a um elástico e a um falso atilho, permite adaptar a blusa ao tamanho desejado, mais curto ou mais comprido, conforme o gosto pessoal.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 blusa

elástico

Execução:

1. Cós. Corte a blusa pelo comprimento desejado. Faça uma bainha de 2 cm e enfie o elástico com a ajuda de um alfinete de ama.

2. Atilho. Aproveite o desperdício do tecido e corte uma tira com 4 cm de largura. Cosa-a e volte-a para o lado direito do tecido. Prenda-a pelo meio ao centro do cós elástico.


Blusa Gravata

Blusa Gravata
Blusa Gravata - detalhe
Blusa Gravata - corpo inteiro

A curiosa história da gravata! A palavra portuguesa deriva da francesa “cravate” que, pasme-se, resulta do vocábulo “croata”. No século 17, chegou a Paris um regimento de mercenários croatas, que usava uma tira de tecido invulgar e pitoresca enlaçada ao pescoço. O acessório causou sensação e os franceses adotaram-no rapidamente, tendo-o batizado por referência à sua origem nacional. Hoje é um complemento masculino elegante e universal, usado também por muitas mulheres. Nesta proposta, integramos uma velha gravata numa blusa igualmente usada.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 blusa

1 gravata

Execução:

1. Gravata. Corte a gravata pelo tamanho desejado. Sobreponha-a à frente da blusa e prenda-a com alfinetes. Cosa rente aos limites da gravata.

2. Vivo das mangas. Desmanche o resto da gravata. Corte duas tiras largas e com diâmetro igual ao das mangas da blusa. Feche cada um dos pedaços de tecido e, com o ferro de engomar, vinque pelo meio e faça uma bainha de 0,5 cm num dos lados.

3. Prenda o lado sem bainha ao interior da manga, direito sobre avesso, e cosa. Depois, vire o vivo para fora, alfinete e cosa rente ao limite.


T-Shirt

T-shirt
T-shirt detalhe
T-shirt detalhe manga

A T-shirt é uma peça básica de qualquer guarda-roupa. O nome inglês deriva da sua forma em T maiúsculo. Originalmente branca e de algodão, era usada como roupa interior, em particular sob os uniformes militares. Foi Marlon Brando quem popularizou a T-shirt branca, em 1951, no filme “Um elétrico chamado desejo”, uma adaptação da peça teatral do norte-americano Tennessee Williams. A imagem do galã musculado associada ao uso da T-shirt branca foi de tal forma convincente que a moda se espalhou rapidamente pelo mundo. Hoje, a T-shirt é um clássico do vestuário prático e confortável. Se for branca, presta-se às mais diversas transformações.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 T-shirt branca

3 figuras bordadas ou estampadas

50 cm de renda amarela

Execução:

1. Prenda as figuras à T-shirt, com alfinetes. Cosa, contornando as figuras.

2. Alfinete a renda às mangas e cosa à máquina. Para rematar, dobre para dentro uma das extremidades da renda e cosa por cima.


Top: Flores

Top com flor
Top com flor - detalhe
Top - detalhe

Foi ao folhear uma antiga Burda que surgiu a ideia desta blusa com falso bordado. Quantas gerações cresceram a tirar moldes da famosa revista que continua a ser a melhor referência para costureiras amadoras e profissionais! A publicação mensal deve o nome à sua fundadora. Aenne Burda lançou a publicação após a segunda guerra mundial e o imenso sucesso empresarial alcançado foi tal que constituiu um contributo no relançamento da economia alemã. A comercialização dos moldes permitiu o acesso generalizado à moda. “Todas as mulheres gostam de ser bonitas” – eis a frase mais famosa de Aenne Burda. Atualmente a revista é publicada em 99 países e traduzida em 16 línguas.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 blusa

4 flores bordadas

Linhas: verde extra forte, rosa e amarelo

Execução:

1. Faça o desenho desejado em papel vegetal. Sobreponha-o ao tecido, prendendo-o com alfinetes.

2. Cosa sobre as linhas do desenho. Depois, remova cuidadosamente o papel.

3. Alfinete as flores e cosa-as ao tecido, de forma a que as costuras fiquem praticamente invisíveis.


Top: Manga curta

Top manga curta

Top manga curta lateral

Top manga curta detalhe

No mundo da moda, a apresentação de novas coleções ramifica-se em duas áreas criativas, a “Haute-Couture” e o “Prêt-à-Porter”. O conceito “Haute-Couture” deve a sua origem a Charles Frederick Worth, costureiro inglês do século XIX, estabelecido em Paris, que iniciou também os desfiles de moda com modelos. As peças têm elevado valor de mercado, pois o design é exclusivo, os materiais são preciosos e a confeção, artesanal, envolve técnicas e conhecimentos de costura exigentíssimos. Em França, o termo “Haute-Couture” está juridicamente protegido e só é atribuído a empresas que observem padrões estritos de produção. Quanto à expressão “Prêt-à-Porter”, decalcada do inglês “ready-to-wear” (em português “pronto a vestir”), foi criada pelo estilista francês Jean-Claude Weil, no final da Segunda Guerra Mundial, o que revolucionou a moda por a ter tornado acessível a todos e, sobretudo, altamente lucrativa. “Prêt-à-Porter” designa o vestuário produzido industrialmente em série, de qualidade certificada e frequentemente assinado por um estilista, que visa a comercialização rápida e uma alargada clientela. Nesta proposta, transforma-se um exemplar dessa roupa global e de baixo custo.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 T-shirt (Algodão)

70 cm de tecido estampado (Poliéster)

Execução:

1. Desmanchar a T-shirt. Usar as mangas e a frente como molde de corte.

2. Frente. Unir os ombros e orlá-los. Orlar também o limite da bainha, fazer uma dobra de 2 cm e coser à máquina.

3. Mangas. Orlar os limites destas, prendê-las com alfinetes às cavas e coser.

4. Decote. Cortar, na diagonal, uma tira de tecido com 4 cm de largura. Dobrá-la na horizontal, vincando com o ferro de engomar. Prender a tira dobrada ao decote e coser pelo lado direito. Depois, virá-la para dentro do decote, escondendo-a, e coser pelo lado direito, contornando a 1 cm de distância.

5. Por fim, unir os componentes frontal e traseiro da T-Shirt, alfinetando desde os limites destes aos limites das mangas. Coser e orlar. Para a bainha das mangas, fazer uma dobra de 1,5 cm e coser à máquina.


Top: Manga comprida

Top manga comprida

Top manga detalhe

Top manga comprida detalhe

A proposta que ora se apresenta resulta da transformação de um vestido em top. “Vestido” em português e em castelhano, “dress” em inglês, “robe” em francês. Vale a pena conhecer a história destas palavras. Os idiomas ibéricos mantiveram quase integralmente o étimo latino, “vestitus”, já com o sentido de traje. O inglês tomou de empréstimo, ao Francês antigo, o verbo “dresser”, proveniente do Latim “directus”, que significa direito e tece relação provável com a indumentária militar. Mas a etimologia francesa é a que mais surpreende: “robe” provém do germânico “rauba”, com o sentido de despojo tomado ao inimigo. Deste vocábulo deriva também “roupão” que, em Português, coexiste sinonimicamente com o galicismo “robe”. E enfim, aqui se faz derivar um top de um vestido, mas não etimologicamente!

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 vestido em malha (Poliéster)

Execução:

1. Corte a saia do vestido, de acordo com o comprimento desejado da túnica.

2. Desmanche ou corte a bainha original das mangas.

3. Para o folho da manga, corte dois retângulos iguais. Una e orle os laterais dos retângulos. Orle também o limite inferior de ambos, faça uma dobra de 1,5 cm para a bainha e cosa à máquina.

4. Para o franzido, faça uma costura à largura do calcador, no topo de cada folho. Puxe a linha e franza até obter a medida do círculo da manga. Prenda com alfinetes e cosa, direito com direito. Orle a costura de união do folho com a manga.

5. Para a bainha do top, orle o limite, faça uma dobra de 2 cm e cosa à máquina.

Blusa: Ouro cintilante

Blusa dourada

Blusa dourada - detalhe de cós

Blusa dourada - detalhe manga

Nos anos 70, a confeção de vestuário apostou no brilho metálico e psicadélico dos tecidos. O interesse pela conquista espacial, a sedução noturna das discotecas e o ritmo do rock ditaram a tendência. A série televisiva “Espaço: 1999” ou o filme “Febre de sábado à noite” recuperam, em imagens, a memória desse tempo. As roupas fizeram-se em lamê ou lurex, adornadas de lantejoulas ou purpurinas, combinadas com uma profusão de acessórios. Euforia, dinamismo, extravagância caracterizavam as silhuetas metalizadas. A blusa aqui proposta evoca a moda dessa década, mas igualmente se inspira na extraordinária coleção outono-inverno 2018-19 de Alberta Ferretti que, por sua vez, toda se concebe em torno de uma escultura em alumínio.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 top em tecido dourado

20 cm de malha ou licra dourada

Execução:

1. Retirar as costuras de acabamento das mangas. Encurtar a altura da blusa.

2. Cortar tiras de 9 cm de largura para as mangas e o cós. A medida do comprimento é, respetivamente, a do diâmetro dos braços e da cintura.

2. Para o decote, cortar uma tira com 5 cm de largura. Para um acabamento perfeito, a tira deverá ser cortada na diagonal (ou viés), no tecido.

3. Coser os laterais das tiras. Dobrá-las ao meio, horizontalmente, e vincá-las com o ferro.

4. Marcar, com alfinetes ou giz, 4 pontos equidistantes no cós e nas mangas. Repetir o processo nas tiras. Juntar as peças, sobrepondo as marcas, e prender com alfinetes. Coser, esticando proporcionalmente a tira entre as marcas. Orlar.

5. Para o decote, orlar a tira num dos lados. Sobrepor a tira à blusa, direito com direito, e coser. Prender com alfinetes o outro lado da tira ao interior do decote. Coser pelo direito, rente ao limite da tira.


Blusa: Forma orgânica

Blusa corpo inteiro

Blusa detalhe

Blusa detalhe

Depois de ter trabalhado nos ateliês de Roberto Capucci, Fendi e Emanuel Ungaro, o estilista italiano Giambattista Valli funda a sua própria “Maison”, em 2005. As suas coleções, mercê do requinte e da criatividade, granjearam-lhe um sucesso ascendente, tendo culminado, em 2011, na conquista do desejado galardão “Haute Couture”. Em 2015, apresentou um desfile de Prêt-à-porter, primavera-verão, particularmente extraordinário, cujas peças combinam texturas e padrões diversos, num design gráfico e estilizado. Destacam-se aí as formas orgânicas e a aposta na associação, sempre clássica e refinada, das tonalidades preta e branca. Nesta coleção se inspirou a blusa que aqui se propõe.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 top branco (viscose ou poliéster)

1 m de fita de cetim com 1 cm de largura

50 cm de estampado orgânico (seda)

1 flor em tecido

Execução:

1. Cortar o top 6 cm abaixo da cava. Para o efeito, prender os limites com alfinetes e usar uma régua no traçado da linha de corte.

2. Descoser 2 cm das costuras laterais do top.

3. Cortar os panos de acrescento, frente e traseiro, à medida da largura do top e com uma altura de cerca de 30 cm. Cosê-los ao top e orlar em seguida.

4. Armar o lacinho e aplicá-lo à frente, sobre a costura de união. Depois de armado, o laço terá uma largura de 16 cm.

5. Unir os laterais do top e orlá-los.

6. Para o folho, cortar uma barra de tecido com 9 cm de largura e fazer a bainha em rolinho. Armar as pregas com a ajuda de alfinetes. Cada prega tem 1 cm de dobra, distando 3 cm entre si. Coser o folho ao top e orlar a costura. Vincar as pregas com o ferro de engomar.

7. Por fim, pregar a flor à mão.


Camisa: riscas e flores

Camisa detalhe

Detalhe bolso

Detalhe colarinho

A camisa é um básico unissexo, presente no guarda roupa masculino ou feminino. Nos anos cinquenta, Yves Saint Laurent entrou no mundo da moda para a revolucionar. A conceção do tailleur de calças para as mulheres tornou-se representativa do estilo andrógino que continua a ditar tendências. Nesta camisa, inspiramo-nos num outro filão estético da mesma década, o estilo mix and match, que aposta na mistura harmoniosa de padrões, cores e texturas, atualmente muito presente no denominado street style.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

2 camisas de estampados diferentes (algodão)

Execução:

1. Desmanchar golas e punhos.

2. Prender com alfinetes, à camisa, um dos lados dos punhos (interior com interior) e da gola (direito com direito).

3. Unir, cosendo à máquina.

4. Esconder os valores de costura no interior dos punhos e da gola. Prender com alfinetes.

5. Coser à máquina o outro lado dos punhos e da gola, num pesponto a dois milímetros dos seus limites.

6. Descoser o bolso de ambos os lados, para aplicar a tira ornamental de tecido. Cosê-la horizontalmente, em cima e em baixo, unindo-a ao bolso. Voltar a fechar o bolso, aproveitando como guias os buraquinhos da costura primitiva.

7. Pregar os botões em falta.