Saias

Saia indiana

Saia indiana
Saia indiana - detalhe lateral
Saia indiana - detalhe cintura

O Sari é o traje feminino tradicional da Índia. Não é mais do que um tecido disposto em volta do corpo, formando a saia e a blusa. Mas é longo, muito longo! Habitualmente tem cerca de seis metros de comprido. A mestria com que as mulheres o vestem (e há múltiplas formas de o fazerem!), assim como as tonalidades vivas que o caracterizam explicam o fascínio que, desde sempre, produziu em escritores, artistas plásticos ou designers de moda. A Índia foi também a inspiração da proposta que aqui apresentamos, dando vida nova a um velho cortinado.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 cortinado

Execução:

1. A partir do fundo, corte o tecido da altura que desejar. No vídeo, é de 1 metro. Corte ainda 2 tiras com 7 cm de largura e 59 e 84 de comprimento, respetivamente.

2. No topo, a partir do meio do tecido, marque as pinças: a cada 13 cm desenhe um risco vertical de 20 cm de profundidade. Cosa as 6 pinças na diagonal. Com o ferro, rebata três e as outras três incline-as para um dos lados.

3. Cosa as tiras, volte-as e endireite-as com o ferro.

4. Cosa a bainha e o cós da mesma forma, em vira-vira.

5. Prenda cada tira à costura lateral do cós e cosa, reforçando.

6. Por fim, por cima das pinças rebatidas, faça três casas na vertical e a 1 cm da extremidade do cós. Estas aberturas permitirão passar uma das tiras para apertar a saia à cintura. Sendo três, ajustam-se a três tamanhos diferentes de cintura.


Saia gravatas

Saia gravatas  - corpo inteiro
Saia gravatas  - costas
Saia gravatas  - detalhe

Quando falamos no bairro lisboeta Amoreiras, o que nos vem à mente é o famoso e excêntrico Centro Comercial que aí se situa, desde a sua edificação em 1985. Mas este nome tem origem mais remota. No reinado de D. João V, foi ali instalada a Real Fábrica das Sedas. Mais tarde, sob D. José, o ministro Marquês de Pombal concedeu privilégios à instituição e promoveu a produção da seda em várias regiões de Portugal. O negócio, porém, não seguiu um percurso auspicioso, para tal tendo concorrido a revolução industrial iniciada “a vapor” em Inglaterra. As gravatas da saia que propomos não são de seda, mas evocam esse tecido nobre e ainda hoje tão caro.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

gravatas velhas

cós de elástico

Execução:

1. Descosa as gravatas, sobreponha-as, destaque os triângulos e corte-as pela altura desejada

2. Una os panos lateralmente e cosa. Depois, orle todas as costuras.

3. Una o cós pelos laterais. Marque, com alfinetes, 4 pontos equidistantes tanto no cós como na cintura da saia. Sobreponha o cós à cintura, fazendo coincidir esses pontos. Cosa, esticando o cós à medida do tecido.

4. Por fim, faça a bainha com cerca de 1,5 cm.


Saia de couro

Saia de couro
Saia de couro - detalhe
Saia de couro - detalhe

A esta saia de coro sintético, acrescentámos uma barra de tecido xadrez. Além do efeito estético, pretendemos alongar-lhe a altura. Muito simples! Não é raro que os adornos tenham, cumulativamente, uma função utilitária. Por exemplo, o traje tradicional português feminino é composto por uma saia que frequentemente ostenta uma barra a toda a volta, bordada ou debruada. No interior, está a “roda-pisa” ou “catrapisa”, um forro com cerca de 20 cm. Além de enfeitar a saia, este duplo suplemento servia para proteger a bainha da saia e conferia-lhe peso, evitando que ela esvoaçasse por ação do vento. E assim se retiram ideias da história do vestuário!

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 saia em couro sintético

1 barra de tecido xadrez

Execução:

1. Corte a barra de tecido xadrez pelo tamanho desejado.

2. Descosa a bainha da saia. Descosa também cerca de 3 cm da costura traseira da saia.

3.Prenda com alfinetes a barra xadrez à saia e cosa-a à máquina. Orle a costura interior.

4. Una os laterais da barra xadrez, acautelando a rigorosa junção das linhas e dos quadrados.

5. Por fim, orle a bainha e cosa à mão.


Saia com bolsos

Saia com bolsosDatalhe de fecho

Detalhe bolso

Carolina Herrera é uma estilista norte-americana, de origem venezuelana. Na sua página oficial, defende o lema “I have a responsibility to the woman of today — to make her feel confident, modern and above all else beautiful.” Com efeito, as suas extraordinárias criações atraem pela beleza e pela elegância. É o caso da coleção que apresentou em fevereiro deste ano de 2018, na New York Fashion Week, ocasião em que surpreendeu o mundo ao anunciar a sua despedida como diretora criativa da marca. De entre as peças do desfile, merecem destaque as coloridas saias longas em tafetá, de cós alto, acentuado por cintos largos, e com bolsos laterais. Sem dúvida, inspiradoras! Também desta proposta.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 caftan (algodão)

20 cm de tecido estampado (algodão)

1 fecho metálico de 22cm

Entretela

Execução:

1. Bolsos. Cortar 4 faces, a partir de um molde. Coser cada uma delas aos laterais da saia, posicionando-as cerca de 4 cm abaixo da cintura. Puxar as faces dos bolsos para fora, uni-las duas as duas com alfinetes e coser da cintura à base da saia, contornando o bolso. Orlar.

2. Fecho. No meio do pano traseiro da saia, desenhar um retângulo no topo, cuja profundidade dependerá do tamanho do cós e do fecho. Cortar a direito e, a 1 cm do limite, cortar na diagonal. Abrir o retângulo em moldura e engomar para vincar.

3. Cós. Colar a entretela no avesso do tecido frontal do cós. Orlar o limite inferior da outra parte do cós. Unir os laterais do cós, virá-lo e engomá-lo para assentar as costuras.

4. Franzido. No topo da saia, fazer uma costura. Puxar a linha para franzir o tecido. Feito o franzido, coser um dos lados do cós à saia. Direito com direito. Em seguida, coser o outro lado do cós, pelo lado direito da saia, rente ao seu limite.

5. Fecho. Prender com alfinetes o fecho metálico ao longo do cós e da abertura retangular. Coser em volta, pelo direito da saia, acautelando o efeito retilíneo do pesponto.


Saia de ganga

Saia de ganga de corpo inteiro

Saia de ganga detalhe frontal

Saia de ganga detalhe de trás

Foi Levi Strauss quem, em 1873, registou a patente dos jeans, nos Estados Unidos da América. Tinha tido a ideia de fazer umas calças resistentes, destinadas aos mineiros, com a lona que cobria as carroças. Este tecido grosso e acastanhado de algodão era proveniente da cidade francesa de Nîmes, facto que explica o vocábulo “denim”. Já o nome “jeans” deve a sua origem à cidade de Génova e, por sua vez, a palavra “ganga” deriva do chinês dialetal. Seja como for, o sucesso destas calças continua a ser universal. Em todo o mundo, em todas as idades, nas quatro estações, nas ocasiões mais e menos formais se vestem calças de ganga. E aqui se propõe a reciclagem dessa peça básica do armário.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 par de calças de ganga

1,5 m de tecido estampado (algodão)

Execução:

1. Cortar as calças abaixo da braguilha e dos bolsos traseiros. Orlar a zona cortada.

2. Unir e orlar os laterais das partes frontal e traseira do tecido estampado.

3. Orlar também o limite inferior da saia e coser a bainha à máquina.

3. Para o acabamento do limite superior, selecionar a opção Rolinho na máquina overlock. Em seguida, para o franzido, fazer uma costura paralela, em ponto largo, a uma distância de 1 cm do acabamento em rolinho. Franzir.

4. Sobrepor a saia estampada ao círculo das ex-calças de ganga (agora uma espécie de minissaia). Prender com alfinetes. Coser à máquina, pelo lado direito e sobre a linha de costura do franzido.

5. Para o cinto, usar uma fita de galão colorida. Rematar uma das extremidades, fazendo um vira-vira. Na outra extremidade, prender dois ilhoses e coser à máquina.


Saia de retalhos

Saia de retalhos

Saia de retalhos

Detalhe

A obra do pintor português Manuel Cargaleiro é admirável! Surpreende sempre o jogo geométrico e a harmonia das cores das suas telas ou dos seus azulejos. Curiosamente, parte significativa da sua produção é influenciada pelo trabalho em patchwork da mãe. A laboriosa junção dos tecidos é notavelmente revisitada por Cargaleiro, que a plasma com recurso à técnica de óleo ou ao suporte cerâmico. Não há dúvida de que o patchwork é inspirador!

Associado ao fabrico de tecidos, as origens do patchwork remontam ao antigo Egipto. Além do efeito estético, é uma excelente opção para aproveitamento de retalhos e uma boa oportunidade para criar padrões. No mundo da moda, a tendência para misturar estampados, cores e texturas, numa peça ou conjunto de roupa, é também denominada mix and match e caracteriza muito frequentemente o street style. Ditada por este largo contexto, se apresenta a proposta desta saia.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

4 quadrados de tecido estampado e às riscas com 75 cm (algodão ou poliéster)

10 cm de tecido às bolas (algodão ou poliéster)

1 fecho invisível com 22 cm

Execução:

1. Sobrepor os 4 quadrados de tecido e, num dos cantos, cortar a cintura. Para o efeito, deverá ser calculado o raio, que se obtém dividindo o círculo (ou medida da cintura) por 2π (ou 6,28).

2. Unir os laterais dos quadrados e orlá-los.

3. Fazer a bainha à máquina, recorrendo a um vira-vira.

4. Para o cós, coser um dos lados à saia, direito com direito. Aplicar depois o fecho invisível, com calcador especial. Fechar então o cós: voltá-lo do avesso e coser os laterais; virá-lo, prendê-lo com alfinetes e cosê-lo pelo lado direito da saia, rente ao seu limite.


Vichy

Saia Vichy corpo inteiro

Saia Vichy detalhe bolso

Saia Vichy detalhe botões

Vichy designa o tecido de algodão em xadrez bicolor, com quadrados de 0,8 a 1,5 cm. É particularmente indicado para a confeção de blusas e vestidos, mas é também muito utilizado na produção de toalhas e guardanapos ou cortinados de cozinha. Além deste nome, que rende homenagem à famosa cidade francesa, é ainda conhecido como Gingham, termo que os ingleses preferem. Em 1959, Brigitte Bardot tornou famoso o padrão, por usar um lindo vestido de tecido Vichy, ao casar-se com o ator Jacques Charrier. Nesta proposta, transforma-se uma camisa numa saia muito fresca, recomendada para a praia.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 camisa (algodão)

1 botão grande colorido

Entretela

Execução:

1. Cortar a camisa, na horizontal, logo abaixo das cavas.

2. No tronco superior da camisa, cortar uma faixa com 6 cm de largura para o cós, aproveitando a carcela. Colar-lhe uma tira de entretela com 3 cm de largura.

3. Cortar os bolsos no tecido das mangas. Quanto maiores forem, mais interessante será o efeito final. Posicioná-los na saia, fazendo coincidir o padrão, e cosê-los, pespontando pela beirinha.

4. No topo da saia, fazer duas costuras paralelas. Puxar as duas linhas superficiais em simultâneo, para franzir o tecido.

5. Feito o franzido, coser um dos lados do cós à saia. Direito com direito. A costura deverá passar exatamente no intervalo das duas linhas do franzido. Em seguida, coser o outro lado do cós, pelo lado direito da saia, rente ao seu limite.

6. Com calcador específico, abrir a casa à frente, sobre a carcela aproveitada. Pregar o botão colorido.


Saia de inspiração africana

Saia africana corpo inteiro

Saia africana detalhe cós

Detalhe de saia africana

Ninguém fica indiferente aos espetaculares tecidos africanos, aos seus surpreendentes motivos geométricos ou florais e às suas cores vibrantes. No domínio da arte pictórica, o exotismo africano inspirou profusamente Picasso, que lhe tomou de empréstimo as máscaras, ou também Matisse, que se lhe apropriou da paleta cromática. No mundo da moda, e mais recentemente, Donna Karan (2012), Alexander McQueen (2014), Valentino (2016) apresentaram coleções estivais fabulosas de explícita inspiração africana. Nesta saia, que nasce dum Caftan, mantém-se a filiação africana nos folhos longos e na recomposição dos padrões.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 caftan (algodão ou poliéster)

4 m de viés

1 fecho invisível com 22 cm

Execução:

1. Desmanchar o caftan. Cortar 3 barras de tecido para os folhos, com 1,30 m X 27 cm; 1,50 m X 47 cm; 1,80 m X 27 cm.

2. Para o cós, cortar ainda uma outra barra, com 8 cm de altura e a medida da cintura em largura, a que se adicionam 2 cm para valores de costura. Cortar entretela com 4 cm de altura e colá-la com o ferro numa das metades do cós.

3. Unir as costuras laterais de cada folho e orlá-las. Com calcador específico, aplicar o viés ao topo dos dois folhos inferiores.

4. Fazer duas costuras paralelas no topo de cada folho. Franzir então os três folhos, puxando as duas linhas superficiais, em simultâneo. O primeiro terá a medida do cós, o segundo a medida do primeiro, e o terceiro a medida do segundo.

5. Unir o cós ao primeiro folho. Primeiro, um dos lados, direito com direito. Aplicar depois o fecho invisível, com calcador especial. Fechar então o cós: voltá-lo do avesso e coser os laterais; virá-lo, prendê-lo com alfinetes e cosê-lo pelo lado direito da saia, rente ao seu limite.

6. Sobrepor o segundo folho ao primeiro e coser exatamente sobre o intervalo das duas costuras do franzido. Adotar o mesmo procedimento para terceiro folho.

7. Para a bainha, fazer um vira-vira e coser à máquina.


Saia de cós colorido

Saia cós colorido corpo inteiro

Saia

Detalhe cós

Foi o inglês Stephen Perry que, em 1845, patenteou o elástico. Em português, a expressão “bota de elástico” designa alguém retrógrado ou avesso ao progresso. Sentido bem diverso tomou o invento de Perry, cujas múltiplas aplicações tornaram a vida quotidiana mais fácil. Nesta saia, a aplicação do elástico ultrapassa dificuldades de costura, como a marcação de pinças ou a colocação do fecho.

Fica a ideia. Espero que agrade e experimentem nas vossas roupas.

Materiais:

1 vestido longo (viscose ou musselina)

80 cm de elástico colorido com 4 cm de largura

Execução:

1. Cortar a saia pela medida desejada, depois de ter prendido com alfinetes os laterais, a base e o topo do vestido, garantindo assim um corte retilíneo.

2. Cortar o forro abaixo das cavas, se for mais curto que o vestido.

3. Unir, cosendo à máquina, os círculos do forro e da saia. Orlá-los juntos.

4. Cortar o elástico pelo tamanho da cintura. Unir, coser e orlar.

5. Marcar, com alfinetes ou giz, 4 pontos equidistantes tanto no círculo da saia como no do elástico. Juntar as duas peças, sobrepondo as marcas, e prender com alfinetes.

6. Coser o elástico à saia, esticando-o proporcionalmente entre as marcas.